Essa pergunta chegou até mim de um jeito que não esperava.
Uma cliente marcou o ensaio e, antes de entrar no estúdio, me disse: não sei nem o que vestir porque não sei qual versão de mim colocar na foto. Sou advogada, mas estou abrindo um negócio de moda. E ainda dou aula numa faculdade particular aos sábados.
Três frentes. Uma foto só.
A resposta que ela esperava era sobre roupa. O que eu respondi foi outra coisa: nenhuma das três. A foto não precisa representar o que você faz. Precisa representar quem você é.
Parece uma distinção pequena. Não é.
Quando a imagem tenta representar uma função, ela envelhece junto com aquela função. Você muda de cargo, abre uma empresa, encerra um projeto, e a foto já não serve mais. Três anos e você está de volta à estaca zero, com uma imagem que não diz nada sobre o profissional que você virou.
Quando a imagem representa quem você é — a forma como você se posiciona, a expressão que você tem quando está no controle, a presença que as pessoas sentem quando entram numa sala com você — ela atravessa funções. Ela funciona para a advogada, para a empreendedora e para a professora ao mesmo tempo, porque nenhuma dessas versões é uma pessoa diferente.
O mercado mudou. Ter três frentes de trabalho não é mais exceção, é tendência. Mas a fotografia profissional ainda não pegou esse ritmo. A maioria das pessoas continua tirando foto para o cargo, não para a carreira.
A cliente saiu do ensaio com uma foto que ela mesma descreveu assim: finalmente parece eu.
Não a advogada. Não a empreendedora. Ela.
No Estúdio Fanara, em Niterói, cada ensaio começa com uma conversa sobre quem você é antes de qualquer decisão sobre o que você vai vestir. Se você está nesse momento de múltiplas frentes e quer uma imagem que acompanhe tudo isso, entre em contato.
João Fanara

