


João Fanara
Fotografo pessoas há mais de uma década. Comecei na rua, com a câmera na mão e sem pressa. Os ex-votos e o fervor de Juazeiro do Norte, a luz diferente e o tempo lento de São Tomé e Príncipe, as igrejas barrocas e os casarões de São João del Rei. Fotografia documental, paisagem, o instante que não volta.
Aprendi a observar antes de fotografar. Foi essa escola que moldou o meu olhar sobre pessoas.
Hoje fotografo gente em quase toda situação que pede um retrato. Executivo que precisa de foto para o LinkedIn, mulher que quer registrar uma fase, ator montando o book, família que se junta uma vez por ano. O contexto muda. A forma de olhar continua a mesma.
Como eu trabalho
Quando alguém agenda uma sessão, a primeira coisa que faço é perguntar. O que você faz, quem vê essas fotos, onde elas vão aparecer. Não é questionário. É uma conversa de dez minutos que muda o resultado.
Um advogado tributarista precisa passar algo diferente de uma dermatologista. Quem faz o ensaio para si mesma quer algo diferente de quem precisa da foto para um casting. A roupa muda, a postura muda, a luz muda. Se eu não sei quem está na minha frente, a foto sai genérica. E foto genérica não serve para nada.
Na hora de fotografar, eu dirijo tudo. Onde colocar a mão, para onde olhar, como inclinar o queixo. A maioria chega sem saber o que fazer e sai falando “achei que ia ser pior”. Depois de mais de mil sessões, tenho repertório de sobra para deixar qualquer um à vontade.
Sobre as cores e o fundo bege
Faz alguns anos que se instalou uma moda nos estúdios: o fundo bege. Neutro, clean, atemporal. Entendo o argumento. Mas discordo, com carinho, de quem leva isso longe demais.
A cor não é decoração. É informação sobre quem está na foto, e é o que faz a imagem falar antes mesmo de você reparar no rosto. Quando escolho a paleta de um ensaio, não penso em tendência. Penso em quem está na minha frente. Tem gente que é terracota. Tem gente que é verde-musgo e ainda não sabe disso.
O bege apaga. As cores revelam.
Isso não quer dizer foto barulhenta. Quer dizer intenção. Um fundo bem escolhido, uma luz na temperatura certa, um tom que conversa com a pele e diz algo sobre quem posa. Uma imagem que envelhece bem não é uma imagem sem cor. É uma imagem que teve a cor certa.
Formação
Sou formado em Estudos de Mídia pela UFF e fotografo profissionalmente desde 2014. Retrato corporativo, ensaio feminino, família, book de atores, moda. Pessoas, no fim das contas.
São mais de 80 avaliações 5 estrelas no Google. Se quiser ler o que os clientes escrevem, está tudo público.
Onde fica o estúdio
Rua da Conceição 154, sala 1006, Centro de Niterói. A três quadras das Barcas, com estacionamento por perto.
Se você vem do Rio de barca, desce na Praça Araribóia e caminha cinco minutos. De carro, o estúdio fica a 1,7 km da saída da ponte, uns cinco minutos.
Se você não mora em Niterói e quer um ensaio na sua cidade, me manda uma mensagem. Atendo no Rio e região.
