Pense nas fotos que você tirou no último ano.

Onde elas estão agora?

Na memória do celular, provavelmente. Talvez num backup automático que você configurou uma vez e nunca mais verificou. Talvez num HD externo que está numa gaveta desde a última mudança de casa. Talvez distribuídas entre três aplicativos diferentes, nenhum deles organizado, nenhum deles revisitado.

A gente nunca fotografou tanto. E nunca esteve tão perto de perder tudo isso.

O celular que você usa hoje não é o mesmo de três anos atrás. O de daqui a três anos não vai ser esse. Cada troca é uma oportunidade para alguma coisa ficar para trás, um arquivo que não foi transferido, uma pasta que ficou esquecida, um momento que simplesmente sumiu sem que ninguém percebesse.

Os backups em nuvem parecem resolver isso. Mas resolver é uma palavra forte para algo que depende de uma assinatura ativa, de uma senha que você não vai esquecer, de uma empresa que vai continuar existindo e com as mesmas políticas daqui a dez anos. Quantas das suas fotos estão hoje no Facebook ou no Instagram? O que acontece com elas se o seu perfil for bloqueado, se a plataforma mudar suas regras, se você simplesmente decidir sair de lá um dia?

A memória digital é eficiente para compartilhar. Não foi construída para durar.

Uma foto impressa não precisa de bateria. Não precisa de senha, não precisa de conexão, não precisa que nenhuma empresa decida mantê-la disponível. Ela existe por conta própria, no papel, no peso que você sente ao segurar nas mãos. Você abre uma gaveta, encontra uma foto de quinze anos atrás e é transportado de volta naquele segundo, sem clicar em nada.

Isso não é nostalgia. É resiliência.

Tenho aconselhado clientes a imprimir as fotos que realmente importam, não como substituto do digital, mas como garantia. O arquivo no celular é prático. A foto impressa é permanente. As duas coisas podem coexistir, e faz sentido que coexistam.

O que não faz sentido é confiar que o digital vai guardar tudo para sempre só porque é conveniente hoje. Conveniente e duradouro são coisas diferentes. E essa diferença, quando percebida, costuma ser percebida tarde demais.


O Estúdio Fanara, em Niterói, entrega as fotos em alta resolução prontas para impressão. Se você quer garantir que as imagens que fizer aqui durem mais do que qualquer plataforma, entre em contato.

João Fanara

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