O LinkedIn publicou em fevereiro o estudo Habilidades em Alta 2026 no Brasil.

A pesquisa mapeou as competências que mais cresceram em dez áreas: vendas, marketing, tecnologia, finanças, RH, engenharia, saúde, gestão de projetos, educação e desenvolvimento de negócios. Entre os cinco grandes grupos de habilidades em ascensão, um aparece ao lado da inteligência artificial: marketing, comunicação e storytelling estratégico.

Faz sentido. Quando a máquina assume o que é repetitivo, sobra para o humano o que a máquina ainda não consegue fazer direito: comunicar com clareza, construir confiança, ter presença.

Mas tem uma coisa que esse tipo de pesquisa raramente nomeia.

Comunicação não começa quando você abre a boca. Começa muito antes. Começa na imagem que aparece quando alguém pesquisa o seu nome. No retrato que abre o seu site. Na foto que o recrutador vê antes de decidir se vai clicar.

Essa imagem comunica algo independente da sua vontade. A questão é o que ela está comunicando agora.

Atendo profissionais o suficiente para reconhecer um padrão. A pessoa investe em curso de oratória, paga uma formação em storytelling, contrata coach para apresentação executiva. Tudo isso enquanto mantém uma foto de perfil tirada há quatro anos, num evento qualquer, com a expressão de quem não sabia que ia ser fotografado.

O discurso diz que comunicação importa. A imagem diz que essa parte não foi olhada.

Esse desalinhamento tem custo. Não aparece numa planilha, não cabe num KPI, mas opera o tempo todo na percepção de quem avalia. Em mercado competitivo, percepção decide.

O LinkedIn também identificou storytelling estratégico como um dos eixos centrais da pesquisa. Storytelling é a capacidade de construir uma narrativa coerente sobre quem você é. E essa narrativa não começa no resumo do perfil. Começa no avatar circular do lado do seu nome.

Se a imagem ali não corresponde ao que o texto promete, o storytelling já começou desafinado.

A foto profissional é um canal de comunicação. Ela transmite uma mensagem com ou sem intenção, com ou sem cuidado. Em 2026, num mercado que está reconhecendo formalmente comunicação como diferencial competitivo, deixar esse canal no automático é o tipo de escolha que custa caro silenciosamente.


O Estúdio Fanara, em Niterói, produz retratos corporativos para profissionais que entendem que imagem é a primeira camada da comunicação. A quinze minutos do Centro do Rio via Barcas. Entre em contato.

João Fanara

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